26 Dezembro, 2007

Diz um velho provérbio na área de negócios: “Não há almoço grátis”. Alguém pode contestar: “De vez em quando eu ganho um almoço. O representante de vendas de uma empresa com que fazemos negócios me leva sempre para almoçar”. Você pode até desfrutar da agradável conversa e saborosa refeição, mas o real objetivo desses almoços é continuar cultivando o relacionamento existente com você e sua empresa ou proporcionar oportunidade para tratar de novos produtos ou serviços.
Talvez você “ganhe um almoço” no trabalho, durante o qual um negócio importante é discutido, é a sua empresa fornecendo refeição em troca do tempo livre para almoço a que tem direito. Novamente o almoço não é exatamente grátis. Não lhe custa nada, mas em contrapartida, como empregado, você tem obrigações de trabalho a cumprir.
Abordei este assunto porque nesta semana muitos celebrarão o Natal. As observâncias e tradições do Natal podem apresentar diferenças de uma nação ou cultura para outra, mas na maioria envolve troca de presentes e isto é uma prática interessante, já que a celebração remete a Jesus Cristo, Aquele que a Bíblia descreve como o maior Presente de todos os tempos.
João 3.16 afirma: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Em outra parte diz: “Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito (presente) de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. (Romanos 6.23). Uma outra tradução diz: “o dom gratuito de Deus”. Isto porque o presente do perdão e a vida eterna se estendem gratuitamente a todo aquele que o recebe. Entretanto, para Jesus, a provisão para esse presente foi tudo, menos gratuita. O custo para Jesus foi incrivelmente alto, além da nossa compreensão. Examinemos resumidamente o montante desse preço: Deus condescendeu em Se tornar homem.
Imagine um governante assumindo o papel de cidadão mais pobre de seu país. Ao tomar a forma humana em Jesus Cristo, Deus fez isso e muito mais: humilhou a Si mesmo, deixando Sua posição celestial para viver entre as pessoas que Ele criou e ser Seu Mestre e, por fim, Seu Salvador. “Aquele que é a Palavra (Jesus Cristo) tornou-Se carne e viveu entre nós” (João 1.14).
Jesus suportou o preço da nossa culpa. Ele não cometeu pecados, mas sobre a cruz, Jesus suportou o peso dos pecados de toda a humanidade, para que pudéssemos receber perdão e purificação de Deus. “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (II Coríntios 5.21).
Jesus deu a vida em nosso lugar. Jesus voluntariamente foi para a cruz pagar a penalidade de morte em nosso lugar. Embora nosso fracasso em viver segundo os padrões de Deus nos tivesse condenado ao “corredor da morte”, Ele essencialmente disse a cada um de nós: “Eu vou morrer no seu lugar!” “Mas Deus demonstra o Seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores” (Romanos 5.8).
Qual deve ser nossa resposta? Ao celebrar o Natal nos lembramos do Cristo.
O que Ele pede a cada um de nós? A resposta está em João 1.12, que também se refere a um extraordinário presente: “Aos que O receberam e aos que creram em Seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus”.  Se você ainda não o fez, não gostaria de receber hoje esse maior de todos os presentes de Natal?
* Texto de Robert J. Tamasy, vice-presidente de comunicações da Leaders Legacy, corporação beneficente com sede em Atlanta. Georgia, USA. Com mais de 30 anos de trabalho como jornalista, é co-autor e editor de nove livros. Tradução de Mércia Padovani.


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