30 Setembro, 2007

Não é segredo: quem avaliar de modo imparcial a Igreja de Jesus Cristo, notará que ela passa por uma crise de comunhão.
Justamente nesse novo milênio, em que os povos mais necessitam de consolação e ânimo para enfrentar dias tenebrosos, a impressão que muitas pessoas têm da Igreja, é de uma instituição fria, pouco amigável e indiferente aos problemas da humanidade. Críticos notam, ainda, que os cristãos tendem a brigar muito entre si, não raras vezes para determinar qual deles será o mais importante.
Existem, é claro, belas exceções. Além disso, algumas das críticas mais se baseiam em impressões do que em fatos. Mas nem essas ressalvas nos livram do fato que a Igreja de Jesus Cristo, de modo geral, está fraca na área de comunhão. Isto é mais do que lastimável, porque o Senhor Jesus afirmou que o amor e a unidade dos cristãos seriam as principais provas de que eles são seus verdadeiros seguidores (João 13.35). Os discípulos, por manifestarem visíveis laços de amor mútuo, estariam convencendo o mundo de que Jesus é realmente o Filho de Deus, envido pelo Pai (João 17.21).
Jesus afirmou que veio ao mundo para “buscar e salvar o que estava perdido” (Lucas 19.10). Depois de ter feito isso pessoalmente e visivelmente por algum tempo, Ele ascendeu aos céus, dando aos membros do Seu Corpo, a Igreja, a ordem de continuarem a buscar os perdidos: “Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam que sejam meus seguidores…” (Mateus 28.19  BLH). Mas a desunião e a falta de amor entre os cristãos podem levar os perdidos a duvidar que essa gente realmente esteja seguindo a Jesus. Pior ainda, por notar que os cristãos não se salvaram do seu egoísmo, eles podem duvidar que Jesus seja “… verdadeiramente o Salvador do mundo” (João 4.42).
“Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (João 13.35). Dessas afirmações do nosso Senhor, tiramos a seguinte conclusão: se determinada igreja local é desprovida de um amor sincero, prático e visível, ela não é demonstração que atrai, nem ponte que conduz pessoas a Jesus. Pelo contrário, ela constitui barreira entre Jesus e esse mundo que Ele quer salvar.
Se você detectou sintomas de uma crise de comunhão entre os membros do seu grupo de irmãos na fé, esta mensagem é para você.
Para superamos a crise de comunhão precisaremos conhecer e praticar os princípios bíblicos e, assim, vivermos uma vida cristã conforme Deus planejou.
Que é mesmo “COMUNHÃO”? Para alguns, é uma agradável conversa entre amigos, acompanhada, quem sabe, de cafezinho e biscoitos. Para outros, um churrasco ou piquenique de famílias da igreja. Ainda outros diriam que a comunhão consiste em nos reunirmos para cantar, compartilhar os acontecimentos dos últimos dias e orar. Outros se lembram de que “comunhão” é um dos nomes da Ceia do Senhor.
É claro que existem várias acepções da palavra. Mas, se realmente quisermos descobrir se existe em nosso grupo ou igreja uma “crise de comunhão”, teremos de chagar a um consenso quanto ao significado bíblico do termo.
De acordo com o Novo Testamento, a comunhão (gr. Koinonia) tem a ver com relação pessoal que os cristãos gozam com Deus e uns com os outros, em virtude de serem unidos a Jesus Cristo. Quem estabeleceu essa relação foi o Espírito Santo, que habita em todo cristão, unindo-o a Cristo e a todos os que são de Cristo. Essa relação se expressa de diversas maneiras, entre as quais: compartilhar bens materiais, cooperar na obra do Evangelho, e manter a unidade e o amor entre os cristãos.

Por Lowell Bailey

PERGUNTAS PARA EDIFICAÇÃO

Quais as razões que podem trazer uma “crise de comunhão”?
Qual a idéia básica do termo “comunhão” na Bíblica?


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