Qual seria o relacionamento ideal entre empregadores e empregados? Ou entre supervisores e subordinados? Temos no mercado de trabalho ampla gama de possibilidades. Da parte de empregadores temos atitudes do tipo, “Eu ofereci-lhe emprego e concordamos com a compensação a ser dada por ele. Que mais ele espera? Ele está aqui para fazer o que eu Ihes pedir. Se não gostar pior para ele.” Atitude semelhante encontramos nos empregados: “Estou aqui até encontrar algo melhor. Vou fazer o que me designarem, mas não esperem nada além disso. Afinal de contas é apenas um emprego, não a minha vida.”
Mas há empregadores com interesse profundo e sincero naqueles que trabalham para eles. Seu desejo, para além da produção de bens e serviços, gerar lucros e agradar acionistas, é fazer que os empregados maximizem sua capacitação, tomem consciência de seus talentos e tenham oportunidade de usar integralmente suas habilidades. De igual modo há empregados que encaram seus empregos como uma missão, uma maneira de servir as pessoas e cumprir seu propósito exclusivo de vida.
Ao longo de minha carreira de mais de três décadas trabalhei para ambos os tipos de empregadores e até outros que estão entre os dois extremos. Tive gerentes que pareciam me considerar pouco mais que uma ferramenta, um meio para cumprir tarefas e projetos. Outros, contudo, trataram-me com respeito e me valorizaram. Queriam me ver atingir a excelência e estavam prontos a fazer o que estivesse ao seu alcance para tornar isso possÃvel. Sempre serei g rato a essas pessoas e suas em presas.
Mas será que existe um padrão, um modelo ideal, de como empregadores e empregados devem interagir no dia a dia? Encontramos muitos livros sobre o assunto em livrarias, bibliotecas, bem como na Internet e através de conferências. Porém, uma fonte que merece ser considerada é a BÃblia, que trata de questões sobre trabalho. Como por exemplo, Efésios 6.5-9, de particular relevância: “Escravos, obedeçam a seus senhores terrenos com respeito e temor, com sinceridade de coração, como a Cristo. Obedeçam-Ihes não apenas para agradá-Ios quando eles os observam, mas como escravos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus. Sirvam aos seus senhores de boa vontade, como servindo ao Senhor. Senhores, tratem seus escravos da mesma forma. Não os ameacem, uma vez que vocês sabem que o Senhor deles e de vocês está nos céus, e Ele não faz diferença entre as pessoas.”
Ao invés de um relacionamento de su erioridade e sujeição, esse texto propõe um relacionamento de mútuo respeito e submissão. A palavra “escravos” pode ser substituÃda por “empregados”, porque quando foi escrita ela se referia a serviço voluntário e não à condição em que indivÃduos eram coagidos e privados de direitos. Também as palavras “empregadores” e” gerentes” poderiam substituir o termo “senhores”.
Empregados são desafiados a trabalhar com respeito, sinceridade e diligência, mesmo quando os superiores não os estão vigiando, com boa vontade e comprometimento. Trabalhadores que nutrem relacionamento pessoal com Deus devem ser devotados na realização de seu trabalho, como se re ortassem diretamente a Deus.
Empregadores são lembrados de sua responsabilidade, como mordomos em relação aos que trabalham para eles, encorajando-os e prestando-Ihes assistência no desempenho de suas responsabilidades, sem o objetivo de aumentar a produtividade por meio de ameaças ou pressões. Quando um ambiente positivo e de mútuo suporte é estabelecido aumentam a produtividade e a satisfação de o trabalhador.
30 Julho, 2007






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