27 Dezembro, 2006

Será que o Natal é uma data antiquada ao considerar seu significado original? Não é muito interessante ou vendável relacionar o Natal a uma festa cristã, pensam alguns lojistas. Nada contra o “velhinho simpático”, amigo das crianças e dos lojistas mas, o “Papai Noel” representa muito bem o interesse consumista que caracteriza nossos dias. A estratégia é descaracterizar ou “descristianizar” o Natal. Isto feito, as vendas aumentariam ainda mais, pois ampliaria o “público alvo”. Com a diversidade de ideologias e instituições religiosas, limitar o Natal ao nascimento do Verbo de Deus seria um reducionismo econômico. Mas, notícias importantes a história se encarrega de preservar. O nascimento virginal de Jesus jamais será esquecido! Todavia, vale fazer comparações ainda que possa parecer notícia velha. Veio à minha mente o episódio da guerra no Iraque que se arrasta pelos anos. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, declarou que a captura do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein foi seu melhor presente de “Papai Noel”. Façamos uma simples comparação: do palácio a um buraco, resumiu-se a trajetória daquele ditador; da estrebaria à glória celeste e eterna, a de Jesus Cristo, o Nazareno. O primeiro, impunha-se com hostilidade; o segundo, “não por força nem por violência, mas pelo Espírito Santo.” Conforme a reportagem veiculada em importante revista brasileira, Saddam Hussein foi “o ungido, glorioso líder, descendente direto do profeta Maomé, presidente do Conselho de Comando da Revolução, Marechal-de-Campo de seus exércitos, Grande Tio de todos os seus clãs e tribos, Comandante-em-Chefe da Imortal Mãe de todas as batalhas, dono de 23 palácios, foi encontrado em um buraco de 1,80 por 2,40 metros.” Hoje nem tanto, mas, naqueles dias, George W. Bush teve mais uma estrela em sua patente de “guardião mundial”. A captura de Saddam foi a melhor das notícias, um verdadeiro presente do “Papai Noel”. Todavia, essa ou outra notícia qualquer que possa fazer célebre o nome de alguém, não se iguala a maior de todas as boas notícias: a vinda de Deus ao mundo. Jesus Nasceu! Ele sim, O ungido, glorioso líder, descendente do rei Davi, segundo a profecia, Rei dos reis e Senhor dos senhores. O Criador que deixou a sua glória e encarnou, assumindo o papel de criatura. Apesar de tal evento ter ocorrido no passado, seus efeitos marcaram a existência humana, e o farão eternamente. Jesus nasceu! O Natal está aí! Luzes, festas, comidas diferentes para alguns, falta de comida para outros; alguns poderão gastar o 13º salário, outros estão entristecidos por conta do desemprego. O consumismo tentando ofuscar o sentido original do Natal, substituindo o aniversariante pela figura “simpática” do velhinho boa praça. A boa notícia foi transmitida, inicialmente, pelos anjos e testificada por homens e mulheres no decorrer da história:
“Estou aqui a fim de trazer uma boa notícia para vocês, e ela será
 motivo de grande alegria também para todo o povo! Hoje mesmo,
 na cidade de Davi, nasceu o Salvador de vocês o Messias,
 o Senhor! Lucas 2.10,11.
A fé, “a maior diferença entre homens e animais”, segundo escreveu o evolucionista Charles Darwin, me faz pensar nos detalhes daquela “noite feliz, noite de paz”. As fraldas no varal improvisado; o mugido dos animais espectadores do maior de todos os eventos; a alegria em meio à dor, da glória eterna à manjedoura, nascia Jesus. Diferente dos poderosos deste mundo, Jesus não tem lembrança provisória ou glória passageira. Após milhares de anos, pessoas são transformadas ao direcionarem para Ele sua fé. Têm nele a possibilidade da cura de enfermidades físicas, emocionais e espirituais. Invisível, mas real, Jesus reina e domina corações. Altera a ética e a moral de uma geração corrompida. Faz com que o desvalido se erga do pó e se assente ao lado de príncipes. Daqui a alguns dias, nós nem nos lembraremos mais do Papai Noel, se ele aparecer em março, abril ou em outro mês antes de novembro e dezembro, estará sendo inoportuno. O episódio Saddam já estará esquecido por muitos, já será um “lixo da história”. A glória de Bush ou Lula, ainda que reeleito, não é permanente. Todavia, Jesus Cristo, o Salvador prometido e sua glória não terão fim. Seu reinado é eterno como eterno é Seu amor.  A Ele, pois, toda glória.


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